Teclado, não mouse
Digita 0800, vira 08:00. Enter anda pro próximo campo. Quem digita cartão de ponto a vida inteira não quer aprender outra ferramenta — quer uma tela que não atrapalha o dedo.
O empregador junta os controles em papel ou PDF — o ônus é dele, Súmula 338. Alguém do seu escritório digita cada marcação, mês a mês, até virar base de cálculo. É aqui que o laudo nasce certo, ou nasce torto.
O que a digitação manual custa
Estimativa de projeto, não medição de cliente. E não lemos o PDF sozinhos: quem decide o que está escrito no cartão continua sendo uma pessoa — o que muda é quanto tempo ela gasta decidindo, e quantas vezes ela erra sem perceber.
| dia | entr. | saíd. alm. | ret. alm. | saíd. | jorn. | observação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| seg | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 18:00 | 9h00 | idêntico a outros dias da semana |
| ter | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 18:00 | 9h00 | idêntico a outros dias da semana |
| qua | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 18:00 | 9h00 | idêntico a outros dias da semana |
| qui | 08:00 | 12:00 | 12:42 | 18:00 | 9h18 | intervalo de 42 min · art. 71 §4º CLT |
| sex | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 20:00 | 11h00 | jornada de 11h · acima do teto usual |
| sáb | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 18:00 | 9h00 | idêntico a outros dias da semana |
| dom | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 17:00 | 8h00 | domingo trabalhado · sem DSR marcado |
chegou perto ou passou de uma regra da CLT/TST. Vale conferência antes de fechar o mês.
padrão que chama atenção sozinho, mas não é violação: quatro dos sete dias com os mesmos quatro horários.
Pra caber numa semana, está simulado aqui o que a Súmula 338, III fala do mês inteiro: cartão com as mesmas marcações em toda parte é o que a norma chama de controle inválido — e inverte o ônus da prova contra quem juntou o cartão assim.
O caro nunca foi o cálculo — hora extra, adicional noturno e intervalo suprimido são fórmula. O caro é decidir o que um número escrito à caneta, torto, dentro de um PDF de baixa resolução, realmente diz. Catorze vezes por processo, quatro marcações por dia.
Papel ou PDF, meses de controle. A Súmula 338 pôs o ônus no empregador — não facilitou a leitura.
Uma aba por mês, ou uma aba só — depende de quem fez da última vez.
Quatro números por dia, trinta dias por mês. O erro de dedo mora exatamente aqui.
Sem segunda passada, o erro que a pessoa não vê, ninguém vê.
Uma hora extra que não existiu, ou uma que sumiu — e ninguém percebe até o outro lado impugnar.
Segue pro cálculo — do jeito que foi digitado.
O gargalo tem nome: teclado. Não existe atalho pra decidir o que um cartão de ponto escaneado torto diz. Existe atalho pra digitar mais rápido, errar menos, e pegar o erro que passou antes que ele vire número na petição.
O produto não decide o que o cartão diz — quem decide continua sendo o calculista, olhando pro papel. O que ele tira do caminho é tudo que não é decidir: onde clicar, quantas vezes apertar Tab, o que fazer com o dia igual ao de ontem.
Digita 0800, vira 08:00. Enter anda pro próximo campo. Quem digita cartão de ponto a vida inteira não quer aprender outra ferramenta — quer uma tela que não atrapalha o dedo.
Uma tecla copia a linha de cima inteira. O cartão real repete o horário quase todo dia — a digitação deveria repetir junto, e só parar onde o cartão de fato muda.
Sem tirar a mão do teclado: falta, DSR, atestado e folga viram uma tecla, não um menu. A tabela de atalhos fica sempre visível na mesa, do lado do papel.
A segunda passada não repete o trabalho da primeira — ela compara e só interrompe nas divergências. É o mesmo controle que uma tipografia usa há cem anos, e é o que dá confiança no número que sai no fim.
Os atalhos, sempre à vista na mesa
Cada um destes já invalidou um controle de ponto ou virou hora extra em algum processo. O sistema aponta o dia; quem decide o que fazer com ele continua sendo o calculista.
Marcações idênticas o mês inteiro. Sozinho isso não prova fraude — mas torna o controle inválido como prova, e inverte o ônus contra quem juntou o cartão assim.
Um dia com três batidas em vez de quatro, ou nenhuma. O sistema não inventa a que falta — só avisa que falta, antes que vire uma jornada calculada sobre menos horas do que houve.
Intrajornada suprimida não é ajuste de horário — é hora extra, com adicional, sobre o período inteiro do intervalo, não só a diferença que faltou.
Não é ilegal por si só, mas é o tipo de dia que pede outro olhar antes de fechar o mês — e o tipo de dia que some fácil no meio de trezentas linhas de Excel.
Sem folga compensatória visível no próprio cartão, a pergunta sobre o DSR já nasce em aberto — e é melhor nascer aberta na digitação do que na audiência.
Hora ficta de 52min30s: cada hora noturna vale 1h08 de hora normal. Ninguém deveria fazer essa conversão de cabeça, todo dia, mês após mês, ficha após ficha.
Este não é alerta — é o contrário. Até 5 minutos por marcação, limitado a 10 por dia, não vira hora extra. O sistema precisa saber a diferença entre um problema de verdade e um relógio que anda três minutos adiantado.
O 101 Ponto não calcula condenação — ele fecha o mês: quantas horas, em qual rubrica, já conferidas por dupla digitação. Esse total é exatamente o que o 101 protocolo pede pra montar a memória de cálculo.
Quem transforma jornada em valor — com juros, correção e reflexos — é o 101 protocolo. Aqui a saída é a base: horas por rubrica, por mês, conferida. Não uma sentença.
OCR em cartão escaneado torto, com carimbo por cima e caligrafia por cima do carimbo, é exatamente onde OCR erra — e um erro de leitura automática que ninguém percebe é pior do que digitação manual. Continua sendo gente lendo e gente digitando.
Integração com REP é outro produto, pra outro comprador — quem instala relógio na entrada da fábrica, não quem digita o cartão que chegou dentro de um processo.
101 Ponto · Em beta — Roda, mas ainda não vende. O formato de cobrança do Ponto ainda está sendo definido, e por isso não há tabela publicada. Quer usar antes? Fale com a gente — a conversa sobre preço é parte do que estamos decidindo.
Substitui a digitação e a conferência. A saída ainda pode virar planilha, se for isso que o escritório usa depois — só que ela sai sem os catorze meses de mão por trás.
Não. Em estudo, e por um motivo específico: cartão escaneado torto, com carimbo por cima, é onde OCR erra — e o erro que ninguém vê é pior que a digitação manual que pelo menos alguém revisa.
Calcula o total do mês — horas extras 50/100%, noturno, intervalo suprimido, DSR. Quem transforma isso em valor de condenação, com juros e correção, é o 101 protocolo.
Não é esse produto. Isso é ponto de funcionário rodando no dia a dia; aqui o cartão já chegou pronto, dentro de um processo, pra ser digitado uma vez só.
Dobra a digitação, não a conferência. A segunda passada só interrompe nas divergências — o resto passa direto, sem ninguém reler linha por linha.
É a ideia: a ficha fechada aqui vira base de cálculo lá, sem redigitar nada do que já foi conferido.
Você já sabe quanto tempo leva no Excel. Digite o mesmo mês aqui, com os atalhos, e compare o relógio — e veja quantas divergências a segunda passada pega antes de fechar a ficha.
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